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Ai! se eu te visse em languidez sublime, Na face as rosas virginais do pejo, Trêmula a fala, a protestar baixinho… Vermelha a boca, soluçando um beijo!…
Amor e Medo
de Casimiro de Abreu

sábado, 19 de novembro de 2011

Coisas

Têm coisinhas assim que são minhas
Tão minhas que só Deus e eu sabemos

Têm raivas tão incontidas
Desesperadas e nocivas
Que só o diabo e eu sabemos

Têm coisas tão veladas
Em camadas tão profundas
Que só o mundo e eu sabemos

Têm coisas escandalosas
Tsunâmicas, vaporosas
Que só mim e eu conhecemos



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